O papel da mulher no contexto histórico sempre foi subjugado e, apesar da ampliação dos debates atualmente, estatísticas ainda indicam altos níveis de desigualdade entre os gêneros, principalmente no ambiente corporativo.

A ONU Mulheres, voltada ao trabalho de conscientização e igualdade de gênero para mulheres e meninas, produziu um relatório no primeiro semestre de 2018, que apontou que a desigualdade entre homens e mulheres afeta a todos. A ineficácia de políticas públicas voltadas para a questão é uma ameaça para a estabilidade social e política, dificulta o crescimento econômico e pode prejudicar a erradicação da pobreza e a efetivação dos direitos humanos.

O relatório identificou que as mulheres continuam ganhando menos que os homens para exercer as mesmas funções no mercado de trabalho e que a violência contra a mulher continua sendo um problema global. Uma em cada três mulheres e meninas sofrem violência física ou sexual durante a vida. Além do Brasil, a ONU Mulheres está presente em 90 países.

O trabalho

Café da manhã com Produtores Rurais de Brazlândia 7 1 768x1024 - Representatividade e valorização da mulher

O mercado de trabalho sempre foi excludente com as mulheres, que recebem salários inferiores em relação aos dos homens mesmo exercendo as mesmas funções, bem como a vulnerabilidade ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho.

Pesquisadores descobriram que, quando mulheres e homens realizam tarefas simples do dia-a-dia ao mesmo tempo, as mulheres superam os homens significativamente. Conforme os resultados, cientistas acreditam que as mulheres apresentam maior capacidade de refletir sobre um problema, enquanto desempenham outros compromissos e funções dentro de suas rotinas.

Geralmente, as mulheres acumulam suas funções de trabalho com as domésticas e as maternas, ganham menos que os homens e ocupam poucos cargos de maior hierarquia em empresas, mesmo que possuam maior ou o mesmo nível de qualificação profissional que dos homens.

Os padrões mudaram e atualmente o acesso à educação e debates sobre os direitos das mulheres ganharam espaço e amplitude. Com muita luta e conquistas, as mulheres estão assumindo um papel de protagonistas no mercado de trabalho, na sociedade e na família. Mas para dar continuidade, é preciso influenciar positivamente a mulher que está ao seu lado, seja na universidade, no trabalho ou as mulheres da sua família, para que exista a possibilidade de uma mulher ocupar, tanto quanto os homens, lugares sociais onde seja possível exercer suas capacidades e para que conquistem posições de liderança, colocação  profissional, espaço no âmbito eleitoral, pesquisa acadêmica e o que desejarem.

Temos conhecimento de que ainda é muito baixo o número de mulheres em cargos políticos, executivos, legislativos e judiciários no Brasil. Na Câmara dos Deputados, os números mostram tamanha disparidade, são 513 deputados federais homens em exercício e apenas 54 são mulheres.

O Projeto Mulheres Inspiradoras organizou um ranking sobre a presença feminina no parlamento brasileiro, que apontou que 95,8% das mulheres que se candidataram em 2014 e 2016 não foram eleitas.

Para alcançar a igualdade de gênero é necessário uma abordagem inclusiva, que reconheça o papel fundamental de homens e meninos na garantia dos direitos das mulheres.

A violência

Entre os principais problemas enfrentados pelas mulheres estão a violência e o assédio. No Brasil, cerca de 469 mil mulheres são estupradas por ano e a cada uma hora e meia uma mulher é assassinada.

A Delegacia da Mulher tem o papel de assegurar o combate à violência contra as mulheres, oferecer atendimento policial especializado para mulheres, proporcionar tranquilidade à população feminina vítima de violência, através das atividades de investigação, prevenção e repressão dos delitos praticados contra a mulher, além de prestar auxílio à mulheres agredidas, seus autores e familiares para que consigam encontrar o caminho da não violência, através de trabalho preventivo, educativo e curativo realizado pelos setores jurídico e psicossocial.

Mas a Delegacia da Mulher nem sempre atende qualquer crime que tenha ocorrido contra uma mulher. As delegacias especializadas costumam trabalhar apenas nos crimes previstos na lei Maria da Penha, como violência doméstica e casos de crimes contra a dignidade sexual e feminicídio. Agressões contra a mulher não precisam ser necessariamente físicas.

Os desafios

Flávia Arruda 1024x683 - Representatividade e valorização da mulher

Uma série de dificuldades são enfrentadas pelas mulheres no seu cotidiano, mesmo com avanços e conquistas ainda existem muitos desafios. Ampliar o acesso das mulheres no mercado de trabalho, incentivar a igualdade salarial e promover ações positivas e eficazes de proteção à mulher são algumas das principais questões que precisam avançar em termos de políticas públicas para alcançar uma sociedade mais igualitária. Afinal, todos somos iguais em direitos e deveres.

No Distrito Federal, no período em que José Roberto Arruda esteve governador, Flávia Arruda idealizou e incentivou os principais projetos sociais que ofereceram melhores condições e cuidados à mulher. Valorizou e estimulou que cada vez mais mulheres ocupassem o seu espaço no mercado de trabalho e em sociedade.

Projeto Mãezinha Brasiliense promove assistência humanizada à gestantes

Projeto Mãezinha Brasiliense Mãe e filho 1024x682 - Representatividade e valorização da mulher
Mãe e filho beneficiados pelo projeto Mãezinha Brasiliense

O parto é um dos momentos mais importantes da gravidez, considerando que marca o encerramento de algumas vivências das gestantes, por este motivo é fundamental ter o acompanhamento de profissionais da saúde preparados para um novo olhar sobre a mãe depois do parto.

Ao longo da gravidez, a mãe tem uma série de inquietações, mas o parto é o momento mais complexo, aparecem dúvidas e receios sobre como se dará o parto, a sua saúde e a do bebê. Esses sentimentos são inevitáveis e provocam ansiedade e medo, levando a alterações emocionais de algumas mães. Em alguns casos, uma série de fatores físicos e emocionais resulta em depressão pós-parto, que pode trazer consequências afetivas ao vínculo da mãe com o bebê. Segundo pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 1 em cada 4 mulheres apresentam sintomas de depressão pós-parto no Brasil.

O atendimento humanizado é amplo e envolve um conjunto de conhecimentos que iniciam no pré-natal, quando são observados o desenvolvimento do feto e a saúde da mãe, e que vão garantir procedimentos seguros e benéficos para a saúde feminina e emocional da mãe, do bebê e ainda preservam a privacidade da família. Na maioria dos casos, as consultas do pré-natal são periódicas, mensal até o sétimo mês de gestação. Após completar trinta semanas, a visita ao obstetra é recomendada a cada quinze dias, e no último mês de gravidez, semanalmente.

Assistência para mães e bebês

person woman photography meadow flower spring 173365 pxhere.com  - Representatividade e valorização da mulherCom o objetivo de assistir as mulheres grávidas nos hospitais públicos do Distrito Federal, o projeto Mãezinha Brasiliense foi criado em 2009, para oferecer um kit enxoval, atendimento humanizado e prioritário na rede pública de saúde.

Há muitas maneiras de realizar assistência humanizada, no projeto, o acompanhamento é realizado por profissionais capacitados nas diversas unidades da Secretaria de Saúde que contribuem com atendimento material e psicológico para mães que ganham os seus bebês nos hospitais públicos. Funcionários da rede Mãezinha Brasiliense participam de todo o processo, dando suporte às mães desde a internação até a alta.

O projeto tem a intenção de dar apoio à mãe e ao bebê, além de orientar e conscientizar sobre cuidados fundamentais entre mãe e filho.

  • Atender necessidades do nascituro;
  • Fortalecer os vínculos socioafetivos familiares de mulheres gestantes;
  • Despertar a responsabilidade materna e estimular o vínculo afetivo com o bebê, entre outros aspectos fundamentais para o desenvolvimento psicossocial da criança;
  • Orientar as gestantes sobre amamentação, cuidados com o bebê e planejamento familiar, por meio de palestras educativas e distribuição de material didático;
  • Estimular a realização do pré-natal desde o início da gravidez;
  • Conscientizar e incentivar a doação de leite materno;
  • Contribuir para o aumento de registros civis realizados no Distrito Federal.

Os benefícios do Kit Enxoval são distribuídos nas Unidades por profissionais capacitadas, chamadas “Mãezinha Brasiliense”, que realizam visitas no Alojamento Conjunto (ALCON), cadastram cada mãe e orientam sobre aleitamento materno, que envolve a educação da mulher sobre os cuidados próprios do ato, junto ao Banco de Leite dos hospitais. O Kit Enxoval a ser disponibilizado para a mãe contém 22 itens e será fornecido nas Unidades de Saúde do Distrito Federal:

  • Bolsa com cobertor
  • Roupinhas de bebê
  • Meias
  • Fralda descartável
  • Pomada para assadura
  • Lenços umedecidos
  • Trocador portátil

Os hospitais públicos do Brasil têm buscado oferecer assistência humanizada ao parto, e muitos estão conseguindo. O Programa Mãezinha Brasiliense do Governo do Distrito Federal, instituído pelo Decreto nº 29.970/2009, com a denominação de Auxílio Maternidade, visa assegurar proteção social à gestante e ao recém-nascido. Lançado no dia 26 de maio de 2009, primeiramente nos Hospitais na Ceilândia e Taguatinga, e posteriormente nas outras Unidades de Saúde.

O projeto já esteve em atividade em 12 hospitais:

  • Asa Norte – HRAN
  • Asa Sul – HRAS
  • Brazlândia – HRBZ
  • Ceilândia – HRC
  • Gama – HRG
  • Paranoá – HRPA
  • Planaltina – HRPI
  • Samambaia – HRSAM
  • São Sebastião – Casa de Parto
  • Sobradinho – HRS
  • Taguatinha – HRT
  • Hospital Universitário – HUB

O Programa Mãezinha Brasiliense foi idealizado por Flávia Arruda, pré-candidata a deputada federal, com o apoio do Instituto Fraterna, das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (SEDEST), Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES) e do Governo do Distrito Federal. “Mãezinha Brasiliense é um projeto do meu coração. É uma coisa simples para quem doa e enorme para quem recebe. A bolsa contém todos os itens necessários para um recém-nascido. As roupas são de excelente qualidade e podem ser usadas por um bom tempo”, disse Flávia Arruda.

O Projeto Miss Penitenciária promoveu ressocialização das detentas no DF

A reclusão carcerária pode ser muito prejudicial à auto-estima e aos sistemas psicológico e emocional das mulheres encarceradas. Com o objetivo promover a ressocialização, bem-estar e a auto-estima das detentas da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, foi criado o projeto Miss Penitenciária.

Com o principal foco voltado para a ressocialização das presas da Colmeia, o projeto promovia outras ações como o concurso de poesia e redação, e ainda oferecia cursos profissionalizantes para as ganhadoras do Miss Penitenciária e do concurso literário. Todas elas recebiam acompanhamento psicológico durante a preparação para o concurso.

A vencedora só recebia o prêmio em dinheiro após o cumprimento total da pena, até lá o valor era depositado em uma conta bancária. Apesar de mudar a vida das detentas por determinado período, o concurso não garantia redução de penas ou outros benefícios.

O concurso Miss Penitenciária é resultado do projeto Reconstruindo a Liberdade, idealizado e coordenado pela ex-primeira-dama do Distrito Federal, Flávia Arruda e realizado pela Coordenação para Assuntos da Mulher (Cam), da Secretaria de Justiça.

Como as participantes se preparavam

Para se preparar para o concurso, as participantes contavam com aulas de boas maneiras e passarela, acompanhamento psicológico e com uma advogada para tratar do processo de cada uma das detentas.

Dentro do presídio, mudanças eram realizadas na rotina das detentas. As candidatas precisavam manter um bom comportamento e participar de três ensaios de uma hora cada durante a semana.

Elas também recebiam cuidados e corte de cabelo, tratamento de pele e maquiagem. Os parceiros do projeto ficavam responsáveis pela doação de roupas, acessórios e sapatos às participantes.

A seleção

Para selecionar as candidata eram analisados critérios de bom comportamento, testes de conhecimento e avaliação de beleza das candidatas. A escolha das finalistas era feita por uma agência de modelos.

O  envolvimento com tráfico de drogas, muitas vezes provocado pelo namorado, marido ou filho, é um dos principais motivos que leva boa parte das mulheres para cumprir pena. Para muitas detentas, a vivência do concurso mudou a maneira de ver e viver a vida, muitas delas pretendiam se afastar dos caminhos que as levaram à prisão.

Além de beneficiar e promover a auto-estima das participantes, o concurso promoveu uma rotina mais tranquila na penitenciária, com a redução de brigas e desacato em função de um bom comportamento, essencial para quem quisesse participar do evento.

O grande dia

O concurso de beleza transformava o dia das detentas. Todas estavam presentes no desfile das colegas e assistiam a apresentação de um grupo músical. Um forte esquema de segurança permanecia no evento.

Fechar Menu