O investimento em educação precisa ser retomado no Distrito Federal
Educação Infantil

A realidade do ensino público no Distrito Federal continua influenciando a evasão escolar, devido a falta de investimentos, incentivo e a precariedade de alguns centros educacionais. A educação básica é fundamental para a formação, conhecimento para futuros estudos, para o trabalho e para exercer a cidadania.

No último ano, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos alunos das escolas públicas do DF, não apontou evolução. De acordo com dados registrados pelo Ministério da Educação, no final do primeiro ciclo do ensino fundamental (4ª série), o índice se manteve o mesmo de 2013: 5.6, abaixo da meta de 5.8.

Os problemas enfrentados nas escolas públicas de Brasília são basicamente de infraestrutura: algumas precisam de reformas, outras precisam ser reconstruídas. Segundo o Censo Escolar da Educação Básica 2017, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) esses problemas influenciam diretamente o número de alunos matriculados em escolas públicas no ensino fundamental e no ensino médio, em queda no último ano.

Enquanto o Brasil apresenta avanços e conquistas na educação, os números registrados no Distrito Federal divergem. Entre 2016 e 2017 o total de alunos do ensino infantil passou de 37.850 para 40.595. No ensino fundamental a variação foi de 262.831 para 270.749. E no ensino médio, de 77.805 para 87.865. No Ensino de Jovens e Adultos (EJA), esse número saiu de 45.659 para 46.191.

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As instalações de escolas das cidades satélites e no entorno do DF apresentam as piores condições e sofrem com burocracias de verbas, o que afeta diretamente o processo de aprendizado de milhares de crianças e adolescentes.

Garantir uma educação de qualidade, gratuita e pública a todos os cidadãos é dever do Estado. Uma sociedade consciente do que é bom para todos só pode ser construída por meio de uma boa educação. Só ela pode combater a miséria, a fome, e violência e transformar realidades.

Durante o governo Arruda, o zelo e compromisso de sua esposa, Flávia Arruda, com a educação do Distrito Federal transformou a vida de milhares de crianças e jovens por meio de projetos. O programa Educação Integral foi idealizado por Flávia Arruda com o objetivo incentivar a promoção da educação. Em contrapartida, os jovens se capacitam e ficam longe da violência.

Educação Integral

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O aluno da rede pública fica dois períodos na escola e aprende melhor em um ambiente mais sadio. um projeto de educação pública de qualidade. No desafio de dirigir o projeto Educação Integral, foram contratados 3.142 monitores nas escolas de ensino fundamental de Brasília, para monitorar a Educação Integral.

Em 2008, turmas de 140 escolas, das 620 647 escolas localizadas no Distrito Federal, adotaram o regime de Educação Integral, atendendo cerca de 40 mil alunos que passavam oito horas diárias na escola.

Maurício da Silva Carvalho, gari aposentado por invalidez fez parte da escola integral na época do governo Arruda e contou um pouco sobre a ajuda que recebeu de Flávia e do ex-governador. “A Flávia Arruda, enquanto primeira dama, ajudou o Arruda a trazer  três escolas e uma creche para o Arapoanga. A primeira escola de tempo integral foi aqui porque ela viu a necessidade e solicitou a ele. Eu estudei lá e foi um privilégio! Tinha espanhol, inglês, vários esportes, teatro. Na época do Arruda e da Flávia a educação prestava. Nós aqui da comunidade sentimos muita falta”.

Bolsa Alfabetização

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A Bolsa Alfabetização foi criada para incentivar a permanência do adulto não-alfabetizado em curso de alfabetização, fornecendo a ela um auxílio financeiro mensal.

No Distrito Federal, uma média de 30% das famílias foram beneficiadas. O beneficiário precisava manter uma frequência mínima de 75% nas aulas, para que pudesse receber o auxílio. Mais de 10 mil jovens e adultos foram diplomados em cursos de alfabetização.

Bolsa Universitária

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A educadora social Eduarda Fernandes foi beneficiada pelo projeto e teve a oportunidade de entrar na universidade. “Quando eu estava na escola fazendo o ensino médio eu pensava como que eu iria fazer uma faculdade, porque a minha família não ia ter como pagar. E aí eu fiquei sabendo do projeto Bolsa Universitária. Fui chamada para trabalhar em escola pública, em contrapartida nossa faculdade era paga. Deu oportunidade para muitas pessoas de fazer faculdade, a maioria das pessoas não tinha dinheiro, não tinha como pagar. Aprendi muito, sou muito grata a esse projeto, porque se não fosse isso na minha vida eu não teria uma profissão, ensino superior”.

O programa apresentava duas modalidades. Na primeira, modelo de estágio, o aluno não pagava nada. A bolsa era de 80% da mensalidade. A entidade de ensino superior pagava 20% restantes e poderia, se aprovada a lei, ser utilizada como crédito no pagamento de alguns tributos como ISS, IPTU, IPVA e taxas de ocupação.

O aluno que não pagava nada, que recebia bolsa integral, deveria dar 20 horas semanais de trabalho como estagiário em órgãos Governo do Distrito Federal, prioritariamente na educação integral.

A segunda modalidade da bolsa era aquela em que o Governo do Distrito Federal pagava 50% em dinheiro. A entidade de ensino superior dava 20% do bolso dela e o aluno pagava 30%. Ou seja, a bolsa era de 70% e o aluno pagava 30%. O aluno precisava apenas contribuir com 4 horas semanais nos finais de semana para trabalhos no Governo do Distrito Federal.

O projeto ofereceu 10 mil bolsas universitárias. As unidades que ofereciam mais de 100 vagas eram: JK, Projeção, IESB, UNIDF, UPIS, UNIP, FACITEC, CEUB, UNIEuro e Católica.

A jornalista Tatianny Marise das Chagas Franco se formou em jornalismo por meio do projeto Bolsa Universitária e relatou sua experiência de ter realizado o sonho do ensino superior. “Em casa, éramos três filhos e dois em idade universitária, meus pais não tinham condições de bancar uma faculdade para os dois, foi quando surgiu o programa e vi nele a oportunidade de cursar o nível superior. A ideia do programa foi muito boa, me deu oportunidade que não teria tão cedo, sou muito grata a isso”.

Cursos Técnicos no Distrito Federal

Os cursos técnicos ofereceram a possibilidade para que todos tivessem oportunidade profissional, com a qualificação adequada. “O estudo técnico e a educação integral fazem a diferença no Brasil de hoje e o de amanhã”. Foram 4.500 alunos formados no período do Governo Arruda.

Acompanhe a Flávia 

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