CPI do Feminicídio apresenta relatório que revela crimes bárbaros

Deputada e ministra Flávia Arruda chama a atenção para a necessidade de proteção à mulher como forma de defender a família

A CPI do Feminicídio, da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), traçou as características de 90 casos de feminicídio e de tentativas de feminicídio, a partir de 72 inquéritos instaurados entre 2019 e 2020, e de 18 processos de anos anteriores.
A CPI produziu um relatório final sobre o tema, que será apresentado na manhã desta segunda-feira (3/5). O documento mostra que faca ou outro tipo de arma branca foi utilizada em 68,88% dos casos. Arma de fogo foi o segundo meio mais escolhido pelos assassinos: está presente em 11,11% das ocorrências.
Também foram registradas mortes por queimaduras (5,55%), asfixiamento (4,44%), paulada (2,22%) e espancamento (1,11%). Não houve esclarecimento sobre a arma usada em 6,66% dos feminicídios.
Políticas públicas
Relator da CPI do Feminicídio, o deputado distrital Fábio Felix (PSol) disse à coluna Grande Angular que um dos achados da comissão é a “falta de uma política integrada para atendimento à mulher vítima da violência”. “Isso é gravíssimo: não há nenhuma conectividade entre os serviços”, afirmou.
Para a deputada federal e ministra Flávia Arruda (PL-DF), “é cada vez mais necessária a adoção de políticas públicas que protejam a mulher, o que significa também proteger a família”. Flávia regularmente destina recursos para essas ações protetivas.
Outra característica destacada pelo relatório da CPI é a vulnerabilidade. Em nove processos nos quais há informação sobre a renda, as vítimas não tinham recursos financeiros próprios e dependiam financeiramente de outras pessoas. “Se não dão atendimento adequado e não garantem respostas concretas, as mulheres com dependência econômica não conseguem quebrar o ciclo de violência”, pontuou o relator.
Fábio Felix adiantou que a CPI vai fazer 50 recomendações ao Governo do Distrito Federal, Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT). O colegiado também apresentará um pacote de projetos de lei abrangendo diferentes temas.
“A CPI trabalhou durante 11 meses avaliando 90 processos enviados pelo TJDFT. A gente fez 14 audiências com especialistas e oitivas de autoridades. Visitamos 17 serviços de atendimento à mulher e de prevenção à violência. Foi um trabalho árduo e longo para a elaboração do relatório”, assinalou.
Matéria completa no LINK: https://www.metropoles.com/colunas/grande-angular/a-facadas-a-pauladas-enforcadas-cpi-mostra-como-morrem-vitimas-de-feminicidio-no-df

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