Flávia Arruda, em entrevista ao Metrópoles: “Tenho convicção e valores”
Flávia Arruda em entrevista ao Metrópoles

A deputada federal eleita Flávia Arruda (PR-DF) concedeu entrevista ao portal Metrópoles na tarde desta terça-feira (6/11). Eleita com a maior votação no Distrito Federal, a nova parlamentar tratou da política local, do futuro governo de Ibaneis Rocha (MDB), e dos temas que dizem respeito à pauta do Congresso Nacional na próxima legislatura.

Flávia falou do atual governo do DF, de Rodrigo Rollemberg (PSB). Segundo ela, “a falta de diálogo” foi um dos principais problemas. “Rollemberg nunca nos procurou. Uma das coisas que mais ouvi, tanto de partidos políticos quanto de pessoas da nossa sociedade, foi que uma das razões do insucesso dele foi a falta de diálogo. A gente aprende escutando sobre as coisas que deram certo, ou mesmo sobre as falhas. É um erro não escutar. Servidores foram maltratados. Quando se valoriza servidor, valoriza a população. Eu sei de emendas que voltaram (não foram utilizadas) por falta de diálogo. Não faço crítica pessoal a ele, mas faltou composição para governar”, afirmou a deputada eleita.

Em seguida, como comparação, Flávia elogiou a postura aberta do governador eleito Ibaneis. Ele chamou os presidentes dos principais partidos do DF para participarem da transição de governo. “Nesse ponto tem que tirar o chapéu pro Ibaneis, que pediu por nomes técnicos para ajudar na transição. Criou um canal de diálogo. Ele é muito preparado, tem competência. Mas a gente não sabe como estão as contas. Como presidente do partido e parlamentar, me boto à disposição para colaborar”, completou Flávia.

Compromisso com o eleitor

Sobre a pauta de votação do novo governo, com as esperadas reformas, Flávia afirmou que é preciso “esperar pelo texto que virá”. “Seria prematuro dizer agora, preciso conhecer pra me posicionar melhor”.

Flávia reforçou o compromisso com seu eleitorado. Disse saber que o fato de ter sido a campeã de votos fará com que as atenções do Distrito Federal recaiam sobre ela. “Minha postura é de ouvir o partido nacionalmente, escutar os posicionamentos. Tenho convicção e valores, vou ouvir a população. Tenho responsabilidade grande pois represento, de verdade, uma população que tem a esperança de ser ouvida. Acho justo e correto dar a importância a quem votou”, completou.

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