Descaso com Vilas Olímpicas prejudica o bem-estar das comunidades do DF
Vila Olímpica

A Vila Olímpica da cidade Estrutural está passando por uma situação complicada de abandono e falta de segurança. Quem frequenta o local reclama dos delitos que estão desintegrando a infraestrutura e retirando da comunidade o direito da prática de esporte e lazer.

Os perigos relatados por moradores que frequentam a Vila Olímpica da Estrutural incluem desde a invasão para o uso de drogas até o roubo de ferro, torneiras, cubas do banheiro, bem como o roubo de pertences e a falta de energia elétrica.

A dona de casa Maria Lúcia reconhece a Vila Olímpica como grande incentivadora na educação do filho, mas afirma que as condições precárias afastam a população de frequentar o lugar. “A Vila Olímpica ajudou muito na educação do meu filho, mas com esse descaso todo, está até perigoso ele ficar lá”, disse.

A falta de atenção do Estado com a Vila Olímpica da Estrutural não é de hoje. Há dois anos o local sofre com a falta de atenção básica, está sem energia elétrica e não recebe manutenção.

José Álvares, porteiro, lamenta que o projeto que ajudou tanto a comunidade oferecendo um espaço para lazer, esporte e educação, tenha sido abandonado. “É triste ver a Vila Olímpica neste estado. Um projeto que foi feito com tanto cuidado para ajudar a comunidade”, comentou.

O que é o Vilas Olímpicas?

O projeto das Vilas Olímpicas foi idealizado e desenvolvido pelo ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda e sua esposa, Flávia Arruda. Na época do governo Arruda, foram construídas 12 Vilas Olímpicas em todo o Distrito Federal, cada uma com capacidade para atender 5 mil crianças e adolescentes no contraturno escolar.

A Vila Olímpica é um centro esportivo criado com o objetivo de promover a prática de esporte para que crianças que vão à escola pública em um período do dia durante a semana, tenham aulas de educação física e do ensino integral no local. Para a população em geral, o acesso é liberado aos finais de semana.

Todas 12 as vilas foram construídas com o mesmo padrão, mas de acordo com as demandas de cada região. A infraestrutura contém equipamentos esportivos como piscinas, quadras de atletismo, campos de futebol e ginásios cobertos.

Centro Olímpico da Estrutural

Atualmente, o centro atende cerca de 2.500 alunos, metade do previsto para a estrutura – feitas para atender 5 mil – entre crianças, adolescentes e adultos.

Entre as atividades oferecidas estão: hidroginástica, natação, vôlei, atletismo, basquete, judô, artes marciais, entre outras.

Para Flávia Arruda, a falta de investimento e manutenção desses projetos é um grande prejuízo para a população mais simples, que teve a oportunidade de contar com um espaço construído para beneficiar a comunidade com lazer, esporte e qualidade de vida. “Vou retomar os projetos sociais desenvolvidos durante o governo de Arruda e garantir a promoção de medidas eficazes para que as nossas crianças e jovens possam usufruir desse lugar que foi construído para eles, para a sociedade”, considerou.

Acompanhe a Flávia 

Gostou deste conteúdo? Faça um comentário!

avatar
Fechar Menu