Com maior rede de leite humano do mundo, Brasil registra queda em seus estoques

DF pede novas doadoras para atender média de 1.250 bebês internados na rede pública de saúde

O Brasil é referência mundial em banco de leite humano. O programa, operado pela Agência Brasileira de Cooperação em parceria com o Instituto Fio Cruz, é modelo para mais de 20 países das Américas, Europa e África. A Rede de Banco de Leite Humano tem 225 unidades no país, que ano passado atenderam mais de 185 mil crianças, doados por 183 mil mulheres. Foram 215 mil litros de leite humano coletados. O problema é que os estoques nunca batem com as demandas. O descompasso entre oferta e necessidade real é considerado alarmante.

O Distrito Federal é exemplo desse cenário de crise. O volume de doações caiu 26% em maio em relação ao mesmo período de 2018. A rBLH do DF precisa de 2 mil litros mês. Coletou apenas 1,318 litros.

Em junho, a gerência de leite humano comemorou o ingresso de 129 doadoras. De janeiro a 31 de maio, foram doados 7.163,6 litros de leite humano no Distrito Federal. A rede atende em média de 1.200 bebês por mês, internados na rede pública de saúde.

“Vamos continuar estimulando a doação, reforçando que a amamentação é peça chave na nutrição dos recém-nascidos e até mesmo para atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável do país”, declarou a deputada federal Flávia Arruda.

A Rede de Banco de Leite tem mais de 35 anos de atividade no país. Na última década – entre 2008 e 2018 – atendeu 2 milhões de crianças através da doação de 1,8 milhão de mulheres. Parece muito, mas os números suprem só 55% da demanda real.

Inspiração virtual

“Eu divido meu leite” – Através do site Amamente Brasília, a rede do DF estimula a solidariedade, esclarece sobre tabus e orienta mulheres a doar.

O portal ainda tem espaço para credenciamento, esclarece o que é preciso para doar e tira dúvidas sobre os procedimentos de extração e armazenamento, além de mostrar endereços dos bancos de coletas.

“Não sem razão o Brasil é exemplo para o mundo: possui uma rede muito complexa, que precisamos não apenas manter, mas expandir”, defende Flávia Arruda.

Acompanhe a Flávia 

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